Domingo, Setembro 27, 2009
Terça-feira, Setembro 22, 2009
lumen (lost)
Se entrares naquela sala vais encontrar dois mortos. Entrei e fiquei enojada. Acho que pensei em ingles: "disgusting"! Devo ter falado com eles (nao me lembro se era um rapaz e uma rapariga ou uma rapariga e uma rapariga). Vim ca para fora - como se saisse da sala de projeccoes do luksuz festival e comentei com a luksuz crew, em portugues: "blherk, conheci dois mortos la dentro." O Zelimir Zilnik apressou-se a corrigir-me: "Nao sao mortos, sao almas. Cuidadinho com a linguagem menina." Foi assim tipo reprimenda, pedi desculpa e corrigi: "pois e, sao almas."
Sexta-feira, Agosto 21, 2009
Don't stop me now!
Don't stop me now
I'm having such a good time
I'm having a ball
don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all
Queen
I'm having such a good time
I'm having a ball
don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all
Queen
Segunda-feira, Julho 06, 2009
This is Krsko not LA # 1 (not Zagreb)
“Que estrangeirismo é esse de andares a tropeçar nas pedras da calçada portuguesa?”
(De volta a Lisboa, recordações de krsko.)
(De volta a Lisboa, recordações de krsko.)
Krsko é feio.
O comboio para Zagreb custa 3€. Por isso, e porque Zagreb fica ali tão perto – a 35 km de Krsko – e porque o Goran está lá, e por ser uma cidade a sério - com táxis, sem-abrigo e festivais de cinema (as três condições para se ser capital) - vou lá regularmente.
Krsko fica a 35 km de Zagreb. De comboio demoro uma hora, mas demoraria menos se não fosse a paragem de 20 minutos para o controlo fronteiriço. Mais ou menos a meio do percurso o comboio pára para entrarem os fiscais capangas e é tudo corrido a inspecção. Esta pausa é quase sempre motivo para uma troca de palavras entre o pessoal que partilha o mesmo compartimento de seis lugares. Todos temos que mostrar o passaporte, de onde vimos, para onde vamos, que bagagem trazemos – anything to declare miss? – bread and cheese mister? – tenta continuar com ar carrancudo mas não aguenta e lá deixa fugir um risinho. Entre os passageiros gera-se uma pequena dinâmica de solidariedade, em resposta à prepotência dos guardas da fronteira. Falamos um pouco, tentamos desanuviar-nos uns aos outros, rimo-nos com nervoso miudinho, ou ficamos sérios e tensos – há sempre um quê de tensão no ar (uma subtileza!). Os meus co-viajantes, quando veêm o meu passaporte português tomam-me por imigrante, e quando lhes conto que estou a morar em Krsko, perguntam-me se trabalho na base nuclear. Krsko é portanto uma cidade industrial, feia, feia, feia, com um plano urbanístico desastroso em que se juntam, na mesma zona, um amontoado de centros comerciais grandalhões, um cemitério e a autoestrada.
O Tom chega à tarde e convida-me para umas cervejas num dos bares mais próximos. Fala-me dos tempos do Tito, da separação da Jugoslávia e do que mudou entre esses tempos e os de agora. Krsko não era assim tão feio. Quando o país ficou independente uns quantos xicos-espertos compraram terrenos por tuta e meia nos arredores do centro de Krsko e decidiram construir grandes complexos comerciais, já a adivinhar o advento de uma nova sociedade a repôr a comunista – a lógica do capitalismo instala-se em 92 e pouco a pouco, o centro histórico de krsko vai ficando deserto, com os pequenos comerciantes a fechar lojas, abafados pelos grandalhões – mercator, lidl, tus, spar, têm mais oferta do que consumidores. “antes tínhamos dinheiro mas não tínhamos o que comprar, hoje temos o que comprar mas não temos dinheiro.” – queixava-se um velho entrevistado para a curta “Tito nostalgia”.
O rio Sava corre em paralelo com a autoestrada e é propício à construção de fábricas junto à sua margem. Do lado oposto ao bairro onde moro veêm-se chaminés altas de fumo negro vindas da fábrica de papel. A base nuclear tinha antes uma piscina onde o pessoal podia dar uns mergulhos e beber um “bela kava” na esplanada do café. Fecharam-na há poucos anos, considerada um perigo para a saúde pública.
A Guida diz que volto verde, o Enej diz que krsko é como o rio Sava, fluí lentamente.
O comboio para Zagreb custa 3€. Por isso, e porque Zagreb fica ali tão perto – a 35 km de Krsko – e porque o Goran está lá, e por ser uma cidade a sério - com táxis, sem-abrigo e festivais de cinema (as três condições para se ser capital) - vou lá regularmente.
Krsko fica a 35 km de Zagreb. De comboio demoro uma hora, mas demoraria menos se não fosse a paragem de 20 minutos para o controlo fronteiriço. Mais ou menos a meio do percurso o comboio pára para entrarem os fiscais capangas e é tudo corrido a inspecção. Esta pausa é quase sempre motivo para uma troca de palavras entre o pessoal que partilha o mesmo compartimento de seis lugares. Todos temos que mostrar o passaporte, de onde vimos, para onde vamos, que bagagem trazemos – anything to declare miss? – bread and cheese mister? – tenta continuar com ar carrancudo mas não aguenta e lá deixa fugir um risinho. Entre os passageiros gera-se uma pequena dinâmica de solidariedade, em resposta à prepotência dos guardas da fronteira. Falamos um pouco, tentamos desanuviar-nos uns aos outros, rimo-nos com nervoso miudinho, ou ficamos sérios e tensos – há sempre um quê de tensão no ar (uma subtileza!). Os meus co-viajantes, quando veêm o meu passaporte português tomam-me por imigrante, e quando lhes conto que estou a morar em Krsko, perguntam-me se trabalho na base nuclear. Krsko é portanto uma cidade industrial, feia, feia, feia, com um plano urbanístico desastroso em que se juntam, na mesma zona, um amontoado de centros comerciais grandalhões, um cemitério e a autoestrada.
O Tom chega à tarde e convida-me para umas cervejas num dos bares mais próximos. Fala-me dos tempos do Tito, da separação da Jugoslávia e do que mudou entre esses tempos e os de agora. Krsko não era assim tão feio. Quando o país ficou independente uns quantos xicos-espertos compraram terrenos por tuta e meia nos arredores do centro de Krsko e decidiram construir grandes complexos comerciais, já a adivinhar o advento de uma nova sociedade a repôr a comunista – a lógica do capitalismo instala-se em 92 e pouco a pouco, o centro histórico de krsko vai ficando deserto, com os pequenos comerciantes a fechar lojas, abafados pelos grandalhões – mercator, lidl, tus, spar, têm mais oferta do que consumidores. “antes tínhamos dinheiro mas não tínhamos o que comprar, hoje temos o que comprar mas não temos dinheiro.” – queixava-se um velho entrevistado para a curta “Tito nostalgia”.
O rio Sava corre em paralelo com a autoestrada e é propício à construção de fábricas junto à sua margem. Do lado oposto ao bairro onde moro veêm-se chaminés altas de fumo negro vindas da fábrica de papel. A base nuclear tinha antes uma piscina onde o pessoal podia dar uns mergulhos e beber um “bela kava” na esplanada do café. Fecharam-na há poucos anos, considerada um perigo para a saúde pública.
A Guida diz que volto verde, o Enej diz que krsko é como o rio Sava, fluí lentamente.
Segunda-feira, Junho 01, 2009
Domingo, Maio 31, 2009
Terça-feira, Maio 12, 2009
Sábado, Maio 09, 2009
Eu tenho um melro!
Eu tenho um melro...
(-Que é um homem!)
Não é um homem...
(-E quem há-de ser?!)
É das canoras aves
aquela que mais me quer.
(-Deve ser homem!)
Ah, pois que não!
(Então mulher…)
Há de lá ser!?
É só um melro
com quem dá gosto adormecer.
Deolinda
(-Que é um homem!)
Não é um homem...
(-E quem há-de ser?!)
É das canoras aves
aquela que mais me quer.
(-Deve ser homem!)
Ah, pois que não!
(Então mulher…)
Há de lá ser!?
É só um melro
com quem dá gosto adormecer.
Deolinda
Quarta-feira, Abril 22, 2009
Segunda-feira, Abril 06, 2009
Roda viva
"Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ..."
Chico Buarque
Feira do livro anarca em Zagreb:
"boys don't cry and women don't fart"
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ..."
Chico Buarque
Feira do livro anarca em Zagreb:
"boys don't cry and women don't fart"
Terça-feira, Março 31, 2009
Domingo, Março 15, 2009
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Terça-feira, Janeiro 13, 2009
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